Guia Doural – Drinks
Drinques!
Dry Martini: Mexido, nunca batido
O Dry Martini, por certo o mais pedido e famoso entre os clássicos do bar, foi inventado na década de 1910 no Hotel Knickerbocker de Nova York pelo barman John… Adivinhou seu sobrenome? Martini, claro! Ao atender ao pedido do magnata John Rockefeller, que desejava “algo simples, porém diferente”, Martini perpetrou a alquimia e… touché! — agradou em cheio ao ricaço e aos habitués do lugar. Graças ao compositor Cole Porter (1891-1962), um de seus apreciadores mais famosos, o Martini chegou aos anos 1930 como o drinque que simbolizava a era do jazz.
Era feito com duas partes de gim, uma de vermute seco, meia parte de vermute doce e uma gotinha de angostura. No final da Segunda Grande Guerra, a receita minimalista, como aconhecemos atualmente, se consolidaria: três a quatro doses de gim para uma de vermute, fórmula recomendada até hoje por seus apreciadores mais puristas.
Apaixonado pela bebida, o escritor Ernest Hemingway (1899-1961) foi, porém, quem incendiou a polêmica sobre a verdadeira receita desse clássico. “Se algum dia você vier a se perder na selva africana, nada de desespero. Sente-se sobre uma pedra e comece a preparar um Dry Martini. Eu garanto: em menos de 5 minutos vai aparecer alguém dizendo que a dosagem de gim e vermute está errada”, ironizou, lacônico, o autor de O Velho e o Mar, em uma de suas passagens pelo Harry’s Bar, de Veneza.
Essa questão, aliás, não chega a ser esclarecida no livro Stirred, Not Shaken (Mexido, Nunca Batido), de John Doxat. Ele sugere que a proporção ideal do vermute, para uma dose de gim, é “apenas a da sombra da garrafa sobre o copo”. Ou seja, quase nada de vermute, apenas um toque.
VEJA ALGUNS DRINQUES:
DRY MARTINI
Preparo:
Deixe por alguns minutos no congelador uma taça de haste fina e de borda delicada. Enquanto isso, prepare o drinque num copo-misturador, mais conhecido como mixing-glass. Coloque as pedras de gelo no copo e despeje sobre elas uma dose de gim. Pingue sobre o gim cinco gotas de vermute.
Com uma colher bailarina, dê algumas mexidas rápidas e vigorosas. Lembre-se: o drinque é apenas mexido, nunca batido. Tire a taça do congelador e, usando um coador de bar, despeje o líquido. O Dry Martini é sempre servido sem o gelo.
Para finalizar, corte uma fina casca de limão retirando a polpa branca, de modo que o sumo do limão caia sobre a mistura. Passe a casca em toda a borda da taça e jogue-a fora. Espete uma azeitona verde em um palito, coloque-a no fundo da taça e sirva.
CUBA LIBRE
Preparo:
Coloque o rum e o limão num copo tipo “highball” com gelo e mexa bem. Acabe de encher com a coca cola. Decore com uma rodela de limão e sirva com uma palhinha.
KIR ROYAL
Preparo:
Coloque primeiro o creme de cassis na taça, seguido do champanhe bem fresco. Decore com ½ rodela de laranja e uma cereja de coquetel. Sirva num flûte.
DAIQUIRI
Preparo:
Numa coqueteleira, misture o rum, o sumo de limão e o açúcar com o gelo picado. Agite bem. Coe e sirva com 1/2 fatia de limão guarnecido com a rodela restante.
WHISKY SOUR
Preparo:
Coloque as bebidas numa coqueteleira com gelo picado. Agite durante 1 minuto. Vire em quatro taças para coquetel decorando com uma cereja espetada num palito.
MOJITO
Preparo:
Coloque numa coqueteleira o rum, o suco de limão, hortelã picada e o açúcar. Bata por alguns segundos e vire num copo alto com o gelo. Complete o copo com a água gaseificada. Enfeite com folhas de hortelã.
COSMOPOLITAN
Preparo:
Coloque os ingredientes no mixing-glass e misture-os. Sirva em copo de short drink. Para decoração utilize casca de laranja. *O suco de cramberry pode ser substituído por gelatina de cramberry.
BLOODY MARY
Preparo:
Encha o copo com algumas pedras de gelo. Despeje então a vodca, o suco de tomate, o suco de limão e por fim os temperos. Encaixe o talo de salsão, com uns 10 centímetros de altura, para servir de mexedor e deixe para quem receber o drinque que mexa a seu próprio gosto.
Beba com moderação | Se beber não dirija.
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